2025 foi recorde histórico (+21% a/a), com o lucro no maior nível de sempre (R$ 75,9M). A máquina de construir e vender funciona e cresce.
Do fundo do poço (14% em 2020) para ~32-40% ajustada em 2025 — 4T25 bateu 48,4%, recorde. Custos pós-pandemia normalizaram.
Dívida líquida corporativa caiu de R$ 300M (2024) para R$ 86M (2025) e R$ 53,8M no 2T26 — DL/PL de 0,19, o menor da história. Balanço saudável.
Depois de anos queimando caixa, gerou R$ 35,5M operacional em 2025 e R$ 24,8M só no 2T26. Melhor 1º e 2º tri da história em caixa.
Rentabilidade operacional no melhor nível — quase 3× o EBITDA de 2019.
Vendas líquidas patinam em R$ 387-441M desde 2021, enquanto o VGV lançado explodiu (R$ 1 bi em 2023). Está estocando produto mais rápido do que vende → capital preso em obra.
Receita balança de R$ 224M (2020) a R$ 561M (2025) ao sabor do ciclo/custos. Zero receita recorrente amortece a queda. É exatamente a fragilidade que a tese do Gustavo resolve.
A dívida líquida que caiu é a CORPORATIVA. O financiamento à produção subiu para R$ 450,9M (+20,6% a/a) no 2T26 — a alavancagem real segue alta, só mudou de bolso.
A persona MCMV distrata quando aperta — em 2022 os distratos foram R$ 76,9M sobre R$ 388M de vendas líquidas (~20%). Risco de crédito da base é real.
O release de 2025 reapresenta 2024 com critérios diferentes (VGV, EBITDA). Ao levar número ao CEO/mercado, fixar a fonte e a base — a 7 já viu 3 versões de 'dívida'.
2020 (prejuízo R$ 40M, margem 14%) quase quebrou a empresa; 2021-25 foi reconstrução. Hoje o balanço está forte, mas a receita ainda depende 100% de vender e construir. O próximo salto não é operacional — é estrutural (recorrência).
Com caixa gerando, dívida corporativa mínima e margem alta, a empresa TEM fôlego pra investir em estrutura financeira agora. Fintechizar em ano ruim seria desespero; fazer no auge é estratégia.
Saldo de financiamento próprio subiu para R$ 270,5M (+23,6% a/a) no 2T26 — pós-chaves R$ 215M. É o combustível do FIDC, e está CRESCENDO. Quanto mais eles vendem direto, maior a joia.
O ITR 2T26 diz: passivo de cessão R$ 35M mantido no balanço 'sem desreconhecimento do contas a receber'. Tradução contábil de 'com coobrigação': o risco nunca saiu de casa. Prova pública do argumento do FIDC próprio.
| 2T25 | 3T25 | 4T25 | 1T26 | 2T26 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Receita líquida | 137 | 182▲ 45 | 122▼ 60 | 155▲ 33 | 183▲ 29 |
| Lucro líquido | 16 | 18▲ 1 | 29▲ 11 | 15▼ 13 | 20▲ 5 |
| Margem bruta % | 38,3% | 34,9%▼ 3 | 48,4%▲ 14 | 38,3%▼ 10 | 42,6%▲ 4 |
| VGV lançado | 167 | 302▲ 135 | 168▼ 134 | 209▲ 41 | 86▼ 123 |
| Vendas líquidas | 83 | 141▲ 58 | 136▼ 5 | 128▼ 8 | 116▼ 12 |
| Dívida líquida | 114 | 96▼ 18 | 86▼ 9 | 73▼ 13 | 54▼ 19 |
| Caixa | 35 | 45▲ 10 | 42▼ 3 | 43▲ 1 | 51▲ 8 |
-R$ 0,5M (2T25) → +R$ 9M (3T25) → +R$ 26,5M (4T25) → +R$ 22,9M (1T26) → +R$ 24,8M (2T26). Cinco trimestres de melhora consistente.
R$ 113,6M (2T25) → R$ 53,8M (2T26). Cortou mais da metade em 1 ano. DL/PL de 0,46 → 0,19.
R$ 246,9M → R$ 280,5M em 4 trimestres, puxado pelo lucro retido.
2T26 em R$ 183,3M (+33,9% a/a) — recuperou o pico depois da desaceleração sazonal do 4T25/1T26.
VGV lançado caiu para R$ 85,7M. A empresa diz que foi DELIBERADO (adiou ~R$ 668M de VGV pro 3T26) — mas concentra risco de execução num trimestre só. Vigiar o 3T26.
48,4% (4T25) → 38,3% (1T26) → 42,6% (2T26). O 'recorde' de 48% do 4T25 não se sustentou — é mix e estágio de obra, não patamar novo.
De R$ 39,2M (4T25) para R$ 24,1M (1T26) por mix e estágio de obras. Recuperou no 2T26 (R$ 42,6M), mas mostra a volatilidade do modelo dependente de obra.
R$ 141M (3T25) → R$ 116M (2T26). Vender segue sendo o gargalo, não construir.
1S26 fechou com receita recorde, caixa forte e a menor dívida corporativa da história. Mas a empresa segurou lançamentos deliberadamente e jogou ~R$ 668M de VGV pro 3T26: o ano inteiro se decide no 2º semestre.
R$ 270,5M (+23,6% a/a) — o ativo que a tese do Gustavo monetiza está engordando sozinho. Cada trimestre sem FIDC próprio é spread doado sobre uma base maior.
Covenant de 1,00 cumprido com folga enorme. A empresa tem capacidade de balanço para estruturar o braço financeiro AGORA.
Migração de encargos para custo capitalizado (R$ 22,1M no 2T26) — o resultado respira melhor.
Melhor 1º e 2º trimestre da história em ambos. Operação no melhor momento desde o IPO.
Adiar lançamento é escolha, mas concentra risco de vendas/execução. Se o 3T26 não entregar, o ano vira.
A alavancagem que importa (produção) subiu. A 'desalavancagem' é só corporativa — a leitura do CEO tem que ver os dois números.
Passivo de cessão R$ 35M sem desreconhecimento = risco retido, spread entregue. Cresceu vs R$ 23,2M em dez/25. O problema que o FIDC próprio resolve está piorando.
🔵 Leitura da 7 (scoring de oportunidade) sobre dado 🟢 OFICIAL: carteira por regional jun/26 (dashboard cobrança) + empreendimentos mai/26 + crescimento da carteira própria (ITR 2T26). Não é meta fechada — é onde atacar primeiro, por produto.
| Cidade | 💳 Cartão | 🏠 Consórcio | 🛡️ Prestamista | 🔄 Reneg. |
|---|---|---|---|---|
| S.J. Campos | Alto | Médio | Médio | Baixo |
| S.J. Rio Preto | Alto | Médio | Médio | Baixo |
| Juiz de Fora | Médio | Alto | Alto | Alto |
| Uberaba | Baixo | Alto | Alto | Médio |
| Uberlândia | Baixo | Alto | Alto | Alto |
Crédito rotativo SÓ pra quem paga. Igual banco: o lucro do MCMV não vem de dar cartão ao mau pagador — vem de cartão pro bom pagador + seguro pro resto. Nas praças ruins (Uberlândia/Uberaba), só pré-pago/débito (a QI Tech faz).
O produto nº1 da missão. Protege o recebível (morte/desemprego → seguro paga a parcela = carteira defendida) E gera fee recorrente SEM risco atuarial (INC = estipulante). É o que os bancos mais crescem (Santander seguros +113% a/a). Deveria ser o 1º produto financeiro do app, não o último.
O cliente que NÃO pega cartão pega consórcio (poupança forçada, zero risco de crédito p/ INC). Recorrência capital-light. Cross-sell de 2º imóvel pro bom pagador. Já é fase 2 do roadmap (4T26).
Onde a liquidez é pior e a massa de atraso é maior. Cada real recuperado vira lastro melhor pro FIDC. Já é o app v1 — só falta a equação do Flávio virar código.
✅ Cross-check 24/07 no dashboard vivo do Flávio (jun/26, 78 empreend.). A lista de % inadimplência que estava aqui (maio: Yuni 89%, Marilândia 48%) NÃO batia — era métrica/base diferente. Abaixo, o dado vivo. 'Taxa inad' = liquidez (vencido não pago ÷ vencido), por isso empreend. novo/pequeno com tudo a vencer aparece alto; por isso pondera-se por R$.
🚨 Park Espanha (Uberlândia) = maior concentração de risco isolada: R$22,84M de carteira (10,2% do total), taxa inad 15,35%, R$1,75M em atraso. Um único empreendimento carrega 1/10 da carteira — e na pior praça de crédito.
Cartão não é pra base — é pra ~15% dela. SJC+Rio Preto (R$37M de bom pagador) recebem crédito rotativo; Uberlândia/Uberaba recebem prestamista + consórcio. Dar cartão igual pra todo mundo = importar a inadimplência de 10% pro balanço da fintech.
O maior R$ está na pior praça. Não se ganha JF com cartão — ganha-se com PRESTAMISTA (protege R$83M a vencer) + RENEGOCIAÇÃO (destrava R$11M) + CONSÓRCIO. Um produto por dor, não um produto pra todos.
Protege ~R$166M a vencer nas 3 praças de risco, gera fee SEM risco atuarial (INC estipulante) e é o produto que mais cresce nos bancos. Pela lógica do benchmark (o lucro orbita o financiamento), deveria ser o 1º do app — não o consórcio, não o cartão.
R$270,5M e subindo. Cada ponto de inadimplência que a renegociação digital recupera vira lastro melhor pro FIDC. A joia engorda sozinha; a missão é parar de doar o spread dela.
Park Marilândia: taxa de inadimplência de 12,98% (acima da média de 7,4%) E fissuras/reclamações no Reclame Aqui. O cliente não paga o que está quebrado — reputação vira inadimplência. Cross-check jun/26 corrigiu o número (maio dizia 48%, métrica diferente), mas a ligação AT↔carteira se mantém: o app que resolve garantia melhora a carteira.
R$22,84M num só empreendimento, taxa inad 15,35%. É onde prestamista + renegociação digital têm o maior ROI unitário da rede. Se algum piloto de produto financeiro nasce fora de SJC, nasce aqui — o risco já está concentrado, a defesa (seguro) e a recuperação (reneg) valem mais.
🔵 Estudo da 7 sobre dado 🟢 interno: BASE REPORT JUNHO 2026 (livro de parcelas da carteira própria — 929.508 parcelas · 20.061 contratos · 83 empreendimentos · data-base 30/06/2026). Perímetro = parcelas do pró-soluto/carteira própria (a vencer ≈ carteira viva do dashboard de cobrança ✅); não é o extrato unificado de R$ 3,97 bi usado na página Carteira & Inadimplência — os dois convivem, bases diferentes. Números ✅ computados desta base; ⚠️ = referência de mercado de memória, confirmar na fonte indicada.
Cada contrato foi reclassificado parcela a parcela. Duas medidas mandam: pontualidade (das parcelas que ele já pagou, quantas pagou em dia) e vencido em aberto (parcela vencida e não paga, pelo bucket de aging mais antigo).
pontualidade = parcelas pagas em dia (PG NO VENCIMENTO + PG ADIANTADO) ÷ parcelas pagas A+ = zero vencido aberto e pontualidade ≥ 95% A = zero vencido aberto e pontualidade ≥ 80% B = zero vencido aberto e pontualidade < 80% (paga, mas atrasando) C = vencido aberto até 90 dias (atraso operacional — recuperável) D = vencido aberto 91–365 dias (atraso grave — zona da renegociação) E = vencido aberto > 1 ano (crônico/cristalizado — cobrança ativa/jurídico)
A régua de 95%/80% é convenção da 7 (padrão de mercado seria behaviour score contínuo); os buckets seguem o aging do próprio relatório (A- 1–30d … I- >5 anos). Espelha a lógica de perda esperada da Res. CMN 4.966/2021 ✅ (estágios por atraso), sem ser provisão contábil.
| Tier | contratos | % ativos | a vencer | vencido aberto | fluxo/mês | ticket mediano |
|---|---|---|---|---|---|---|
| A+ · paga em dia sempre | 4.209 | 45,7% | R$ 111,3 M | — | R$ 2,0 M | R$ 429 |
| A · paga em dia quase sempre | 754 | 8,2% | R$ 15,6 M | — | R$ 292 mil | R$ 355 |
| B · paga, mas atrasando | 433 | 4,7% | R$ 9,2 M | — | R$ 170 mil | R$ 342 |
| C · vencido ≤ 90 dias | 1.127 | 12,2% | R$ 29,6 M | R$ 1,7 M | R$ 466 mil | R$ 397 |
| D · vencido 91–365 dias | 928 | 10,1% | R$ 22,8 M | R$ 6,9 M | R$ 361 mil | R$ 384 |
| E · vencido > 1 ano | 1.757 | 19,1% | R$ 16,0 M | R$ 32,9 M | R$ 309 mil | R$ 283 |
| Ativos (total) | 9.208 | 100% | R$ 204,5 M | R$ 41,6 M | R$ 3,6 M | |
| Quitados · Distratos | 10.709 quitados (53% do livro — prova de que a persona MCMV termina de pagar) · 144 distratos | |||||
A leitura que muda o jogo: a maioria da carteira ativa está rigorosamente em dia. O problema de inadimplência da INC não é "a base é ruim" — é um estoque antigo concentrado (R$ 33,2 M com mais de 1 ano) mais um fluxo novo pequeno (R$ 1,8 M com até 90 dias). Produto de crédito se desenha para os 5.396; cobrança se desenha para o estoque.
7.939 contratos ativos com histórico de pagamento. 5.314 (66,9%) pagam ≥90% das parcelas em dia — é o behaviour score interno que nenhum bureau vende: só a INC sabe quem são. LGPD (Lei 13.709/2018 ✅): usar esse dado para oferta própria cabe em legítimo interesse; ceder a terceiro exige consentimento.
| Praça | A+ | A | B | C | D | E | % A+ dos ativos | a vencer A+ |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Juiz de Fora | 1.569 | 376 | 246 | 578 | 447 | 1.323 | 34,6% | R$ 40,3 M |
| Uberaba | 1.074 | 159 | 95 | 270 | 259 | 245 | 51,1% | R$ 27,4 M |
| S.J. Rio Preto | 685 | 57 | 28 | 71 | 69 | 54 | 71,1% | R$ 17,3 M |
| Uberlândia | 512 | 128 | 56 | 178 | 122 | 127 | 45,6% | R$ 15,1 M |
| S.J. Campos | 369 | 34 | 8 | 30 | 31 | 8 | 76,9% | R$ 11,2 M |
O scoring por cidade (aba 🎯) está certo na direção — mas o corte operacional certo é por CONTRATO, não por praça. Elegibilidade de cartão/crédito = tier A+ individual, em qualquer praça (inclusive os bolsões de Uberaba); praça só define o DEFAULT do produto (onde A+ é minoria, o app abre em débito + seguro + renegociação).
| Ano da venda | A+ | A/B | C/D (em atraso) | E (crônico) | quitados |
|---|---|---|---|---|---|
| 2015 | 5 | 6 | 5 | 95 | 486 |
| 2016 | 2 | 7 | 12 | 88 | 374 |
| 2017 | 5 | 14 | 39 | 183 | 926 |
| 2018 | 60 | 90 | 116 | 259 | 1.388 |
| 2019 | 87 | 108 | 150 | 276 | 1.328 |
| 2020 | 54 | 98 | 128 | 193 | 1.412 |
| 2021 | 175 | 163 | 230 | 216 | 1.632 |
| 2022 | 492 | 211 | 310 | 147 | 1.093 |
| 2023 | 589 | 177 | 256 | 150 | 568 |
| 2024 | 910 | 152 | 358 | 116 | 494 |
| 2025 | 969 | 127 | 346 | 8 | 530 |
| 2026 | 861 | 31 | 103 | 0 | 141 |
90,8% do A+ foi vendido de 2022 em diante; 74,6% do crônico é venda de 2015–2021. A política de crédito/cobrança pós-2022 mudou o mix — o estoque ruim é herança, não produção corrente. Implicação de modelagem: PD por safra, não PD média (vintage analysis — mesma lógica dos releases de bancos).
Total R$ 42,1 M vencido não pago. Fresco (≤90d) R$ 1,8 M · médio (91d–1a) R$ 7,2 M · crônico (>1a) R$ 33,2 M = 78,7%. Na régua de perda esperada (Res. CMN 4.966/2021 ✅, conceito), o crônico já estaria ~100% provisionado: recuperar qualquer fração dele é upside puro, e a régua de cobrança digital deve ser desenhada para o fresco não virar crônico (a rolagem C→D→E é a métrica-mãe da renegociação).
Encargo de atraso (contrato imobiliário, CDC art. 52 §1º — Lei 8.078/90 ✅): multa ≤ 2% do valor da parcela + mora 1% a.m. pro rata + correção Exemplo na parcela mediana ativa (R$ 429): 30 dias de atraso → multa R$ 8.59 + mora R$ 4.29 ≈ 3% da parcela Na régua real da base: 10,4% das baixas atrasam (R$ 42,4 M pagos com atraso) → receita de encargos já realizada no livro: R$ 1,2 M ✅ (+ correção R$ 8,5 M)
É exatamente aqui que a taxa por renegociação (aba vazia no quant-quali ⚠️ a modelar) se pluga: o cliente já paga encargo hoje, só que no balcão e sem régua. Levar para o app (CPF → dívida → acordo → boleto novo) transforma encargo em produto: fee de conveniência R$ 10–15/acordo + manutenção da multa/mora dentro do teto do CDC. ⚠️ Divergência a fechar com o Flávio: a régua dele cita 23,7% das baixas em atraso (extrato unificado); neste livro (carteira própria) a fatia é 10,4% — perímetros diferentes, não usar os dois números juntos.
| Vencimento | de contratos adimplentes (A+/A/B) | de contratos em atraso (C/D/E) | total |
|---|---|---|---|
| 2026 (2º sem) | R$ 18,6 M | R$ 10,6 M | R$ 29,8 M |
| 2027 | R$ 30,4 M | R$ 15,0 M | R$ 46,4 M |
| 2028 | R$ 26,7 M | R$ 12,8 M | R$ 40,4 M |
| 2029 | R$ 23,2 M | R$ 11,2 M | R$ 35,2 M |
| 2030 | R$ 18,4 M | R$ 8,5 M | R$ 27,6 M |
| 2031 | R$ 11,5 M | R$ 5,4 M | R$ 17,5 M |
| 2032 | R$ 4,9 M | R$ 2,7 M | R$ 7,7 M |
Fluxo a vencer de contratos hoje adimplentes, 2026–2031: R$ 128,9 M. É a fatia da carteira que um FIDC (Res. CVM 175/2022 ✅) aceita como lastro sênior sem discussão — originada, performada e com behaviour comprovado. O custo mínimo do fundo já está cotado na planilha banco digital (Hinov: R$ 33 mil/mês + estruturação R$ 35 mil ✅ planilha): sobre R$ 128,9 M de lastro, o custo fixo de 24 meses (~R$ 827 mil) é ~0,6% do estoque — o FIDC se paga com pouco mais de 1% de spread.
Status no quant-quali-orç: já modelados ✅ marketplace (EBITDA R$ 81,5 mil/mês), AT estendida (R$ 72,5 mil/mês), seguro desemprego (margem 31,9%), banco digital QI×Celcoin + FIDC Hinov. Abas ainda vazias (é aqui que estamos atrás): cartão de crédito · taxa por renegociação · consórcio. Da Jornada, sem aba: prestamista/residencial, juros do pró-soluto, home equity, CDB. Abaixo, cada um dimensionado pela carteira real.
Modelo: emissor via IP/BaaS + BIN sponsor (a QI Tech emite CCB e cartão; IP dispensada de autorização até os limites da Res. BCB 80/2021 ⚠️ confirmar volumetria). Receita = interchange ~1,1% do gasto ⚠️ (CIP/Abecs — confirmar) + juros de rotativo (teto de 100% do principal — Lei 14.690/2023 ✅).
Piloto: 1.000 cartões A+ ativos × R$ 900/mês de gasto ⚠️ × 1,1% interchange ≈ R$ 9,9 mil/mês + anuidade zero (âncora de adoção) + rotativo marginal Sensibilidade: 2.000 cartões e R$ 1.200 de gasto → R$ 26,4 mil/mês. Leitura honesta: cartão NÃO é a receita — é o hook de principalidade do app/banco.
Case ⚠️: o Inter nasceu da MRV (família Menin) como financeira imobiliária e virou banco de 30+ milhões de clientes — a rota construtora→banco tem precedente brasileiro de sucesso (confirmar números no RI do Inter). Falta (Jornada): IP + SCD · BIN sponsor · régua A+ como política de crédito (este estudo entrega a régua ✅).
Receita ano 1 = acordos × fee + recuperação × spread de encargos 40.985 baixas em atraso no livro → régua digital em ~10,4% das baixas 10.000 acordos/ano × R$ 12 = R$ 120 mil + recuperar 20% de C+D (R$ 1,7 M) com 5% de encargo ≈ R$ 86 mil O prêmio real não é o fee: é parar a rolagem C→D→E e melhorar o lastro do FIDC.
Regulatório: encargos dentro do CDC art. 52 §1º ✅ (multa 2%) · cobrança sem constrangimento (CDC art. 71 ✅) · parecer CDC citado na Jornada segue pendente. Falta: régua do Flávio virar código + aba do quant-quali.
Comissão WL ≈ 4–5% da carta ⚠️ (padrão de representação; confirmar na proposta do parceiro) Adesão 2% da base quente (322 cotas) × carta R$ 80 mil ⚠️ × 4,5% ≈ R$ 1,2 M Adesão 1% → R$ 0,6 M · adesão 5% → R$ 2,9 M
Regulatório: consórcio = Lei 11.795/2008 ✅, administradora autorizada pelo BCB; como white-label a INC atua na distribuição — sem risco de crédito nem capital regulatório. Case ⚠️: Ademicon/Embracon — taxa de administração total ~18–23% da carta ao longo do plano (confirmar ABAC); é por isso que a administradora paga bem pela originação. Falta (decisão órfã na Jornada): escolher o parceiro — sem isso dez/26 não existe.
Régua da própria planilha (seguro desemprego): R$ 19,90/mês · margem 31,9% · lucro R$ 76/cliente ✅ Extrapolação: adesão 25% dos ativos (2.302 apólices) × R$ 19,90 ≈ R$ 46 mil/mês de prêmio → lucro na margem da planilha ≈ R$ 15 mil/mês ✅ fórmula, ⚠️ adesão Efeito de 2ª ordem: sinistro pago = parcela em dia = menos rolagem C→D→E.
Regulatório: INC como estipulante/corretora WL — SUSEP; prestamista tem norma própria (Circ. SUSEP 667/2022 ⚠️ confirmar número) · opt-in separável do contrato (venda casada = CDC art. 39 ✅). Benchmark ⚠️: nos releases dos incumbentes, seguros crescem 2 dígitos sobre a base de crédito (Santander/Caixa Seguridade — confirmar no release citado na aba 🎯).
Estoque a vencer sem juros ≈ R$ 130,1 M (share por nº de parcelas ✅, valor aproximado) Cada 1% a.a. sobre esse estoque ≈ R$ 1,3 M/ano de margem financeira Limite fora do SFN: Lei da Usura (Dec. 22.626/1933 ✅) trava não-financeiras em 12% a.a. — é o argumento-síntese para a SCD (Res. CMN 4.656/2018 ✅) ou o FIDC: a MESMA carteira, dentro do SFN, pode precificar.
Falta: decisão comercial (novos contratos) + estrutura (SCD/FIDC) para o estoque via renegociação voluntária.
Modelo CashMe (Cyrela) ⚠️: originação de home equity sobre imóvel quitado, ~R$ 5–6 mil de resultado por contrato (nota da Jornada). 1% de conversão da base quitada = 107 contratos × R$ 5,5 mil ≈ R$ 589 mil/ano. Pré-requisito: SCD + funding (FIDC). É o produto natural pós-quitação — hoje o cliente quitado simplesmente sai do radar.
A Jornada cita ~10.900 boletos/mês (base maior, extrato unificado); só a carteira própria deste livro gera ~9.075/mês. Na tarifa da planilha banco digital ✅: boleto ponta a ponta R$ 1,55–1,80 + Pix R$ 0,22–0,30 por perna — custo mensal ~R$ 15 mil que hoje é pago à RED; internalizar é margem + dado de pagamento em casa (o insumo da régua A+).
Todos os números de carteira desta aba saem do BASE REPORT jun/26 processado contrato a contrato (929.508 parcelas). A régua A+–E, os cortes por praça/safra/aging, o runway e as bases endereçáveis são reproduzíveis (script da 7). O "a vencer" por empreendimento bate com o dashboard vivo de cobrança ✅.
1) Este livro NÃO é o extrato unificado de R$ 3,97 bi — perímetro menor (carteira própria); não somar as duas bases. 2) "Vencido em aberto" ≠ perda: parte do crônico tem acordo/jurídico em curso não visível aqui. 3) A pontualidade ignora renegociações passadas (parcela renegociada nasce "em dia"). 4) Interchange, carta média de consórcio, adesões e o case CashMe são referências de mercado ⚠️ — confirmar antes de levar a comitê (Abecs, ABAC, RI do Inter/Cyrela). 5) Régua 95/80 é convenção da 7, não norma.
1) A carteira tem um núcleo A+ de 4.209 contratos/R$ 111,3 M que sustenta cartão, consórcio e FIDC — e ele é jovem (pós-2022). 2) O vencido é majoritariamente estoque antigo: cobrança digital é sobre não deixar o fresco rolar, não sobre "resolver" o crônico. 3) Os 10.709 quitados são o ativo mais ignorado da tese (home equity/consórcio 2ª). 4) As 3 abas vazias do quant-quali (cartão, renegociação, consórcio) agora têm base endereçável e fórmula — dá para preencher o Quantitativo com número desta aba. 5) Produto por praça era a v1; produto por TIER é a v2 — a régua está pronta na base.
| A+ / tier | régua interna da 7 (esta aba): classe de comportamento de pagamento do contrato — não é rating de agência |
|---|---|
| Aging | idade do atraso: há quanto tempo a parcela vencida está sem pagamento (buckets A- a I- do relatório) |
| Pró-soluto | parcelas que o cliente deve direto à incorporadora (fora do financiamento bancário) |
| Behaviour score | nota de crédito baseada no comportamento observado (histórico de pagamento), não em consulta a bureau |
| Vintage / safra | análise por ano de originação da venda — compara qualidade entre gerações de contratos |
| FIDC | Fundo de Investimento em Direitos Creditórios — veículo que compra recebíveis (Res. CVM 175/2022) |
| SCD | Sociedade de Crédito Direto — "fintech de crédito" autorizada pelo BCB (Res. CMN 4.656/2018), empresta capital próprio |
| IP / BaaS | Instituição de Pagamento / Banking-as-a-Service — infraestrutura de conta, Pix e cartão por parceiro (QI Tech, Celcoin) |
| Interchange | fatia da tarifa do lojista que fica com o emissor do cartão em cada compra |
| Prestamista | seguro que paga as parcelas do financiamento se o cliente morre, se invalida ou perde o emprego |
| Runway | aqui: fluxo futuro das parcelas a vencer, ano a ano — o "prazo de vida" do recebível |
| Rolagem | migração do atraso entre buckets (30→90→365 dias) — a métrica que a cobrança digital tem de travar |